I Fórum da juventude preta baiana: combater a violência é preciso!

De 28 à 30 de novembro de 2018, na UNEB - Campus II, Alagoinhas.

Algumas imagens do Fórum da juventude preta baiana

Mais imagens em: https://www.instagram.com/forumdajuventudepretaba/

Créditos das imagens abaixo: Guto Santos; Mannuel Rosa.

Entre os dias 28, 29 e 30 de novembro de 2018, o Campus II - Alagoinhas, da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) teve o orgulho de abrigar o I Fórum de Juventude Preta Baiana: combater a violência é preciso, tendo como tema: Juventude preta (R)existe, desafiando as diversas formas de genocídio.

Este evento debateu junto à juventude preta, no mês de combate ao racismo, novembro, sobre o genocídio e a violência da juventude preta na Bahia por meio de discussões sobre o tema, debatendo a colonização e o imperialismo cultural imposto historicamente à população negra, e maneiras de combatê-lo, bem como analisar as diversas formas de violências existentes e meios para fortalecer uma cultura contra o racismo.

A ideia para realização do I Fórum de Juventude Preta Baiana nasceu da iniciativa de alguns estudantes da Universidade do Estado da Bahia e de representantes dos movimentos sociais da cidade de Alagoinhas-Ba.

Diante de tantos casos de violência contra a juventude preta no Estado, não podemos mais fechar nossos olhos diante de um problema tão latente e contemporâneo, vivemos em um cenário típico de uma guerra civil, de acordo com o mapa da violência no Brasil: "56 mil pessoas são assassinadas anualmente. Mais da metade são jovens e, destes, 77% são negros e 93% do sexo masculino. As vítimas com baixa escolaridade também são maioria. Além disso, a arma de fogo foi usada em mais de 80% dos casos de assassinatos de adolescentes e jovens. Ainda de acordo com o estudo, a Região Nordeste apresentou os maiores índices de violência".

Jovens, pobres, nordestinos e pretos são mortos todos os dias, mais especificamente um a cada vinte e três minutos, sem se quer terem o direito a prova da dúvida. Há exatos três anos, mais especificamente no dia 6 de fevereiro de 2015, na Vila Moisés, bairro do Cabula, Salvador, dezoito jovens negros foram encurralados por policiais militares, no qual doze deles foram executados sumariamente. Seis tiveram a sorte de conseguir escapar, fingindo-se de mortos, naquela madrugada, os militares dispararam 500 tiros, quase 100 deles atingiram os corpos negros, conforme informações dos laudos.

Porém, é por saber e acreditar em uma mudança e por esperar dias melhores, que nós, jovens pretos e periféricos convidamos toda a sociedade para juntos pensarmos e debatermos medidas-soluções para enfrentarmos a violência que acomete a juventude preta do país. Precisamos pedir urgentemente que parem de nos matar, não aos autos de resistências, não ao genocídio da população preta! Temos todo o direito de (re)existir.

Debater é preciso. Lutar é essencial!


Ocupar os espaços de convivência

Saindo dos auditórios da universidade em direção aos espaços de convívio. 

Debates e Grupos de trabalho

Serão ao todo, sete (07) grupos de discussões com temáticas variadas.

Sem academicismo

A sua oportunidade de mostrar seu trabalho. Venha mostrar seu trabalho/oficina para o público.
 

Participe conosco

Jovem pretx venha conosco participar e construir o nosso congresso.